Hoje me sinto tao glorioso que mereco ser reconhecido.
Escreverei tao bem e serei tao conciso que tudo que escreverei tera aura de genialidade rebuscada.
..
Foi assim que Marcel Duchamp destruiu a arte. Ou melhor, mijou nela.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Depois que inventaram o blog ninguem nunca mais escreveu.
Depois inventaram o microblogging e a humanidade se enbruteceu.
Proximo passo - a pagina branca.
(ainda bem que estou por dentro)
Depois inventaram o microblogging e a humanidade se enbruteceu.
Proximo passo - a pagina branca.
(ainda bem que estou por dentro)
Descobri a sexualidade na poesia.
Óh gloriosa descoberta.
E nao só na poesia, mas na vida
Andei fuçando pernas lindas e feias
Andei chupando vaginas limpas e sujas
Andei distribuindo tabefes em mulheres
E tenho chegado em casa melancolico
E tenho me trancado a horas sem fio
Sentado e abandonado na latrina
Recentemente andei desamando
Para quem sabe o que custa
Sabe de tudo.
____________________
Venho me descobrindo recentemente
Nao troco mais palavras
Estou a estuprar a lingua
Uso agora buceta a l'instar de vagina
Falo do pau ao inves do falo
(piroca no lugar de piu piu)
Hipocrisia burguesa no seu apogeo
Só se sente ofendido quemn nunca tomou no cu.
________________________
Chega de poesia bonitinha!
A poesia esta evacuada e ninguem percebeu
Bastou morrer o Mario e todo mundo se rendeu
Depois chegaram os concretistas com essas baboseiras de conceito moderno
- Taca uma linha cá
- Nao nao, faz estilo flor
- Melhor ainda, diz o terceiro, Coca Cola rimando com Cloaca
"Uma dose de Hemingway's suicide para todos por favor" falou o suposto marginalizado enfurnado na roda do sistema.
Óh gloriosa descoberta.
E nao só na poesia, mas na vida
Andei fuçando pernas lindas e feias
Andei chupando vaginas limpas e sujas
Andei distribuindo tabefes em mulheres
E tenho chegado em casa melancolico
E tenho me trancado a horas sem fio
Sentado e abandonado na latrina
Recentemente andei desamando
Para quem sabe o que custa
Sabe de tudo.
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Venho me descobrindo recentemente
Nao troco mais palavras
Estou a estuprar a lingua
Uso agora buceta a l'instar de vagina
Falo do pau ao inves do falo
(piroca no lugar de piu piu)
Hipocrisia burguesa no seu apogeo
Só se sente ofendido quemn nunca tomou no cu.
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Chega de poesia bonitinha!
A poesia esta evacuada e ninguem percebeu
Bastou morrer o Mario e todo mundo se rendeu
Depois chegaram os concretistas com essas baboseiras de conceito moderno
- Taca uma linha cá
- Nao nao, faz estilo flor
- Melhor ainda, diz o terceiro, Coca Cola rimando com Cloaca
"Uma dose de Hemingway's suicide para todos por favor" falou o suposto marginalizado enfurnado na roda do sistema.
Estou cansado de ser eu e ter perdido o trem. Se ao menos ele passasse duas vezes estaria certo que erraria corretamente uma segunda vez.
(Wherefore art thou Hem?)
(Wherefore art thou Hem?)
sábado, 24 de outubro de 2009
Um poeta nao precisa escrever bem
Ou amar uma mulher como ninguem
Um poeta nao precisa adotar a norma vigente
Ou estudar durante anos as sutilidaes de um haikai
Um poeta, aquele verdadeiro, so precisa saber ler um poema bem.
______________________________
Ser poeta eh algo estranho, eh ser falsario de um desconhecido
Ser poeta eh plagiar e disfarcar tao completamente ate se achar genuino
Eu mesmo, nao sou poeta feito. Sou fracao da divisao.
Como discipulo de um mestre que morreu ha anos, imito sua arte descaradamente
Sua simples transcricao eh minha mais profunda conviccao
Transformo seus A's em U's e seus C's em G's
Como codigo ribonucleotidico, apenas fosforilo suas ideias
____________________
Ser poeta eh ser sombra e servo dos milhoes que passaram e disseram tudo que dizemos hoje, mas que passaram em vao.
Ser poeta eh uma masturbacao.
Ou amar uma mulher como ninguem
Um poeta nao precisa adotar a norma vigente
Ou estudar durante anos as sutilidaes de um haikai
Um poeta, aquele verdadeiro, so precisa saber ler um poema bem.
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Ser poeta eh algo estranho, eh ser falsario de um desconhecido
Ser poeta eh plagiar e disfarcar tao completamente ate se achar genuino
Eu mesmo, nao sou poeta feito. Sou fracao da divisao.
Como discipulo de um mestre que morreu ha anos, imito sua arte descaradamente
Sua simples transcricao eh minha mais profunda conviccao
Transformo seus A's em U's e seus C's em G's
Como codigo ribonucleotidico, apenas fosforilo suas ideias
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Ser poeta eh ser sombra e servo dos milhoes que passaram e disseram tudo que dizemos hoje, mas que passaram em vao.
Ser poeta eh uma masturbacao.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Enquanto uns se desdobram pra fora
E descrevem a cor de tudo pelo que passa no mundo.
Eu me dobro pra dentro.
________________________
Nao cabe a mim metaforas do mundo.
Cores de cortinas ou cadeiras Panton.
Pouco me importa o couro branco do ottomano ou
A cor e a forca da aurora.
Cabe a mim apenas ser sujo dentro de mim.
E na lama, na sarjeta, me saber puro
Somente por ser copia propria.
_______________________
Sou um escritor old-school,vintage e retro
Importo-me comigo,meu sentimento, minha razao
Romantico e classicista e hipocrita tambem
Eu nao sou daqueles em busca de holofotes de metro
Odeio a nouvelle vague, o poema novo, e a vanguarda
Nao entendo o concretismo e tenho frowns diante do modernismo
Sou apenas escritor para usar meu teclado como arma.
E desencanar a minha dor quando a inseguranca me aleija.
E descrevem a cor de tudo pelo que passa no mundo.
Eu me dobro pra dentro.
________________________
Nao cabe a mim metaforas do mundo.
Cores de cortinas ou cadeiras Panton.
Pouco me importa o couro branco do ottomano ou
A cor e a forca da aurora.
Cabe a mim apenas ser sujo dentro de mim.
E na lama, na sarjeta, me saber puro
Somente por ser copia propria.
_______________________
Sou um escritor old-school,vintage e retro
Importo-me comigo,meu sentimento, minha razao
Romantico e classicista e hipocrita tambem
Eu nao sou daqueles em busca de holofotes de metro
Odeio a nouvelle vague, o poema novo, e a vanguarda
Nao entendo o concretismo e tenho frowns diante do modernismo
Sou apenas escritor para usar meu teclado como arma.
E desencanar a minha dor quando a inseguranca me aleija.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Aquarela
A aquarela de Marcia Guimaraes
Nao eh a aquarela de Marcia Guimaraes
E aquele barco e aquele rio
Aquela arvore triste e distorcida
A cidade atras da vista das cores
As baratas e os automoveis
E os homens e a mulher
Nao sao materiais na aquarela de Marcia Guimaraes
A aquarela de Marcia Guimaraes, que nao pertence a ela
Nem tao pouco ao seu ilustre Solera
Eh minha.
Tao minha por querer.
Eh por ser. Existe mais razao ao pertencer?
Ela que foi concoctada em tons pasteis, no calor da coroa
Tem a cor de meu penar quando choro pelos meus amores.
______________
As vezes ao ver a aquarela de Marcia Guimaraes
Com suas flores e genitalias
E suas aves aprisionadas
Sinto calor
Tem tanta dor, no deserto
Que me sinto apaziguado em nao sentir nada
O homem no sertao - morre
No deserto do Sahara - morre
La no Afeganistao - morre
Ate no apartamento com ar condicionado - morre
So assim para termos condicao
A condicao humana nao existe
Apenas combustao implodida
Ou na condicao de excremento,
Combostao.
_________________
Nada me parece real
Nem a gravura no muro
Ou o grito poetizado de um surdo
Nem a mao do etiopiano suplicante
A nao ser que a televisao caia da estante.
__________________
No dentista
(Que eh meu irmao)
Nao havia Muzak
Tinha muitas revistas
Ao abrir a National Geographics
Vi que morriam no Sudao
Fechei. Peguei a Marie Claire.
Nao eh a aquarela de Marcia Guimaraes
E aquele barco e aquele rio
Aquela arvore triste e distorcida
A cidade atras da vista das cores
As baratas e os automoveis
E os homens e a mulher
Nao sao materiais na aquarela de Marcia Guimaraes
A aquarela de Marcia Guimaraes, que nao pertence a ela
Nem tao pouco ao seu ilustre Solera
Eh minha.
Tao minha por querer.
Eh por ser. Existe mais razao ao pertencer?
Ela que foi concoctada em tons pasteis, no calor da coroa
Tem a cor de meu penar quando choro pelos meus amores.
______________
As vezes ao ver a aquarela de Marcia Guimaraes
Com suas flores e genitalias
E suas aves aprisionadas
Sinto calor
Tem tanta dor, no deserto
Que me sinto apaziguado em nao sentir nada
O homem no sertao - morre
No deserto do Sahara - morre
La no Afeganistao - morre
Ate no apartamento com ar condicionado - morre
So assim para termos condicao
A condicao humana nao existe
Apenas combustao implodida
Ou na condicao de excremento,
Combostao.
_________________
Nada me parece real
Nem a gravura no muro
Ou o grito poetizado de um surdo
Nem a mao do etiopiano suplicante
A nao ser que a televisao caia da estante.
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No dentista
(Que eh meu irmao)
Nao havia Muzak
Tinha muitas revistas
Ao abrir a National Geographics
Vi que morriam no Sudao
Fechei. Peguei a Marie Claire.
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